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Recuperação florestal com espécies nativas no Estado de São Paulo: pesquisas apontam mudanças necessárias LUIZ MAURO BARBOSA (1), JOSÉ MARCOS BARBOSA (2) , KARINA
CAVALHEIRO BARBOSA (3), ADRIANA POTOMATI (4), SUZANA EHLIN MARTINS (5),
LÍLIAN MARIA ASPERTI (6), ANTONIO CARLOS GALVÃO DE MELO (7), PABLO
GARCIA CARRASCO (8), SOLANGE DOS ANJOS CASTANHEIRA (8), JOSÉ MAURÍCIO
PILIACKAS (9), WILSON A. CONTIERI (10), DANIELLE SANTIAGO MATTIOLI (11),
DANIELA CHAVES GUEDES (8), NELSON SANTOS JUNIOR (8), PRISCILA MACHADO
SIQUEIRA E SILVA (11), ANA PAULA PLAZA (11).
(1) Pesquisador Científico VI. Doutor em Produção Vegetal. Coordenador da Coordenadoria de Informações Técnicas,
Documentação e Pesquisa Ambiental – CINP/SMA.
(2) Pesquisador Científico VI. Doutor em Produção Vegetal. Instituto de Botânica – CINP/SMA.
(3) Bióloga. Mestranda UNESP/Rio Claro
(4) Bióloga. Mestre em Biologia Celular. CINP/SMA
(5) Bióloga. CINP/SMA
(6) Eng. Agrônoma. Mestre em Ecologia. Instituto de Botânica – CINP/SMA
(7) Eng. Florestal. Mestrando. Instituto Florestal – CINP/SMA
(8) Biólogo. Doutorando UNESP/Rio Claro
(9) Biólogo. Doutor. Universidade São Judas Tadeu
(10) Eng. Agrônomo. Instituto Florestal – CINP/SMA
(11) Bióloga – CINP/SMA RESUMO
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, através da Coordenadoria de Informações
Técnicas, Documentação e Pesquisa Ambiental (CINP) e de seus Institutos (Botânica, Florestal e
Geológico), tem se dedicado intensamente às pesquisas que envolvem a recuperação de áreas
degradadas. Apesar dos avanços nas pesquisas e procedimentos, foi constatada uma situação
preocupante com relação à perda da diversidade biológica e ao estado de “declínio” dos
reflorestamentos induzidos nos últimos quinze anos. Alguns indicadores de avaliação demonstram
que em 98 áreas monitoradas quanto à recuperação florestal (aproximadamente 2.500 ha), cerca
de 300 espécies foram elencadas nos levantamentos efetuados, das quais 50% ocorrem em
apenas três projetos e doze espécies mais freqüentes em mais de 50% dos projetos. Na maioria
das áreas foram utilizadas apenas 30 espécies e, geralmente, as mesmas. Informações obtidas
em 30 viveiros florestais no Estado indicam que estes concentram suas produções em cerca de 40
espécies arbóreas nativas. Tais constatações levaram a Secretaria de Estado do Meio Ambiente
(SMA) a editar a Resolução SMA 21, de 21/11/2001, que “Fixa orientação para o reflorestamento
de áreas degradadas e dá providências correlatas”, numa tentativa de solucionar, ou pelo menos
minimizar, de forma rápida e eficaz, as lacunas diagnosticadas no Estado, visando a conservação
dos recursos naturais.
ABSTRACT
The Secretary of Environment of the State of São Paulo through its Office of Technical Information,
Documentation and Environmental Research (CINP) and its Institutes of Botany, Forest and Geology,
have focused intensely on research involving the recovery of degraded areas. In spite of the
progress in the researches and procedures, a unfavorable situation was confirmed in terms of the loss of the biological diversity and the declining state of reforestation introduced in the last
fifteen years. The evaluation of 98 monitored areas (approximately 2,500ha) showed the presence
of 300 species, however 50% of them were used in only three projects, and the most common
12 species are used in more than 50% of the areas. In most of the areas only 30 different
species were planted but they are always the same ones. Data from 30 forest nurseries in São
Paulo State showed seedlings of 40 wild arboreal species. SMA Resolution 21/11/2001 was
intended to avoid the loss of diversity and give guidance for reforestation of degraded areas
take related measures to at least minimize, quickly and effectively, problems diagnosed in the
State in terms of the conservation of natural resources.

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