10/5/2009

Avaliação do Plano Florestal de 1993

 Avaliação do Plano de Desenvolvimento Florestal Sustentável-PDFS-1993/2009

 

O objetivo desse trabalho foi fazer uma revisão das propostas e dos resultados obtidos pelo Plano de Desenvolvimento Florestal Sustentável - PDFS lançado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, através da Fundação Florestal, em 1993. A meta definida pelo PDFS foi o plantio de até quatro milhões de hectares com florestas nativas e exóticas nos vinte a vinte e cinco anos seguintes, o que deveria gerar um milhão de empregos. O Plano seria implementado através de programas envolvendo atividades como fomento, produção de sementes e mudas, recuperação de micro bacias, proteção de mananciais, criação de alternativas produtivas e de florestas regionais sob um enfoque de uso múltiplo e perspectiva ambientalista, visando manutenção da biodiversidade e fixação de carbono, uma inovação na época.

Neste estudo reproduziu-se o documento original passo a passo fazendo, quando necessário, comentários e esclarecimentos, bem como introduzindo novos dados e análises que atualizassem, enriquecessem e complementassem as propostas feitas há dezesseis anos. Pelo que foi analisado, era evidente que a implantação do PDFS requereria um detalhamento dos programas até nível de projetos. A problemática era complexa e a sua inter-relação com outros aspectos, econômicos, sociais, culturais, políticos e ambientais tornava difícil a existência de uma proposta acabada para o setor, principalmente levando em conta o horizonte de até 30 anos.

Através desta primeira avaliação das atividades no período, chegou-se à conclusão de que o PDFS ainda é bastante atual. Suas análises e perspectivas acabaram por se confirmar na maioria dos casos e suas linhas mestras seguem os rumos propostos, com destaque para o aumento da demanda e da produtividade florestais, apesar da pulverização de iniciativas sem uma preocupação de maior coordenação, Assim, os resultados alcançados: aumento das áreas de vegetação natural e do reflorestamento podem ser creditados tanto às políticas de algumas instituições públicas, como aos programas próprios das empresas e das organizações do terceiro setor ligadas ou à área produtiva ou ambientalista. Dessa forma, a primeira providência seria a articulação entre as várias iniciativas oficiais que existiram ou existem para o setor florestal paulista corrigindo a principal deficiência que é a falta de informações consistentes e atualizadas sobre o agronegócio florestal e ambiental paulista.

Autores : Eduardo Pires Castanho Filho, José Alberto Ângelo, Luis Fernando da Costa Alves Feijó e  Luiz Henrique Domicildes Câmara Leal Oliveira

 

(veja a íntegra deste estudo acessando Artigos no menu Principal)